Isis Takeda – Psicóloga e Terapeuta EMDR


EMDR — Uma forma gentil e eficaz de tratar o trauma

Há vivências que nos atravessam de forma tão intensa que permanecem vivas dentro de nós — como se ainda estivéssemos presas naquele momento, mesmo que o tempo tenha passado.

Talvez você sinta que já deveria ter superado, mas algo continua doendo. Talvez nem saiba nomear o que sente, mas percebe que seu corpo, seus pensamentos ou suas emoções ainda carregam aquela experiência.

EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) — ou Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares — é uma abordagem psicoterapêutica desenvolvida por Francine Shapiro no final da década de 1980. Sua eficácia tem sido amplamente estudada em contextos clínicos e validada por organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Americana de Psiquiatria.

Com base em evidências científicas, o EMDR promove um reequilíbrio profundo — sem precisar reviver a dor com intensidade.


Como funciona o EMDR?

Quando vivemos algo traumático ou muito intenso, nosso cérebro pode não conseguir “organizar” bem aquela memória. Ela fica armazenada de forma disfuncional — acompanhada de emoções, sensações físicas e pensamentos negativos que se repetem, como se aquela dor estivesse sempre voltando.

Durante a sessão de EMDR, a terapeuta te guia de maneira segura para que essa memória seja acessada, mas sem precisar reviver a dor.

Com o uso de estimulação bilateral (como movimentos oculares guiados ou pequenos toques alternados), o cérebro é estimulado a reprocessar essa lembrança — ou seja, reorganizá-la de forma mais saudável e adaptativa.

Com o tempo, aquilo que antes te causava sofrimento passa a ser lembrado com mais distanciamento, menos dor e, muitas vezes, com uma nova perspectiva.

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🧠 A base neurocientífica do EMDR

Quando vivenciamos experiências traumáticas ou altamente estressantes, o cérebro pode não conseguir processar adequadamente essas memórias. Elas ficam “presas” no sistema nervoso, como se ainda estivessem acontecendo — por isso, são revividas com a mesma intensidade emocional sempre que o sujeito entra em contato com algo que remeta àquela situação.

O EMDR atua diretamente no sistema límbico, especialmente nas estruturas envolvidas no armazenamento emocional, como:
Amígdala – que detecta perigo e ativa respostas de luta ou fuga
Hipocampo – que contextualiza a experiência no tempo e espaço
Córtex pré-frontal – que regula e modula reações emocionais

Durante a sessão de EMDR, o terapeuta estimula o cérebro por meio de movimentos oculares bilaterais, sons alternados ou toques táteis rítmicos, o que ativa mecanismos semelhantes ao que ocorre na fase REM do sono (quando o cérebro processa memórias e emoções).

Essa estimulação facilita a integração neurológica da memória traumática:

💡 a memória continua existindo, mas perde a carga emocional que a tornava disfuncional.

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Para quem o EMDR é indicado?

O EMDR é recomendado para pessoas que enfrentam:

  • Experiências traumáticas (violência, acidentes, perdas, abusos)

  • Estresse pós-traumático (TEPT)

  • Fobias, medos intensos ou bloqueios emocionais

  • Ansiedade generalizada ou crises de pânico

  • Depressão e sentimentos persistentes de tristeza ou apatia

  • Luto complicado ou perdas não elaboradas

  • Baixa autoestima, vergonha ou culpa excessiva

  • Dificuldade em superar términos ou relações abusivas

  • Dores físicas com fundo emocional (somatizações)

Quais são os benefícios do EMDR?

E o mais importante:

Você não precisa contar todos os detalhes para que o EMDR funcione. Essa abordagem respeita o seu ritmo, sua história e o seu limite. O objetivo é que você se sinta segura e acolhida em cada etapa do processo.


Você merece viver com mais leveza, sem que o passado continue te ferindo.
Se quiser entender melhor se o EMDR é indicado para o que você está vivendo, agende um encontro comigo.
Será um prazer te escutar.